EVOLUÇÃO SEDIMENTAR E BATIMÉTRICA DA BAÍA DE ANTONINA - PR

LYDIO LUIZ RISSETTI ODRESKI

Resumo



A manutenção dos canais de navegação que
acessam os portos organizados de Paranaguá e
Antonina, através das operações de dragagens e despejo
de material dragado, constituem uma atividade
onerosa para os portos e impactante para o meio ambiente.
Este estudo procurou oferecer uma contribuição
ao conhecimento da dinâmica sedimentar e
batimétrica da Baía de Antonina e porção ocidental da
Baía de Paranaguá, correlacionando levantamentos
históricos de batimetria e de sedimentos de fundo com
os dados mais recentes. O resultado desta comparação
evidenciou de modo geral uma tendência ao aumento
do diâmetro médio dos sedimentos de fundo
em toda a área estudada, passando de silte médio,
em 1996, para areia muito fina, em 1995. Do ponto de
vista batimétrico, ficou caracterizado intenso
assoreamento da Baía de Antonina, principalmente na
porção superior e nas margens, onde se constatou
progradação das planícies de maré. O volume de sedimento
depositado no período entre 1901 e 1979 foi cerca
de 60 x 10 6 m 3 , caracterizando uma taxa de sedimentação
de aproximadamente 2,6 cm/ano. A influência
antrópica exercida através da interligação das bacias
de drenagem dos rios Capivari e Cachoeira para a construção
de uma usina hidroelétrica, do desmatamento
da Serra do Mar na região das cabeceiras dos rios e
das atividades de drenagens e despejo de material
dragado, parece ter tido uma contribuição significativa
na aceleração do processo de colmatação desse setor
do Complexo Estuarino de Paranaguá.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/geo.v52i0.4206

Boletim Paranaense de Geociências. ISSN: 0067-964X
 
 
Programa de Pós-Graduação em Geologia da UFPR