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BLISTER FARMACÊUTICO: A INFLUÊNCIA DA COR E DOS TIPOS DE FILMES NO ACONDICIONAMENTO DE MEDICAMENTOS

Diênifer Alves Caixeta PEREIRA, Lilian Abreu FERREIRA

Resumo


É fundamental a seleção adequada do blister no desenvolvimento de um medicamento, de forma a garantir a sua integridade e proteção aos fatores externos, Assim, o objetivo do estudo foi estabelecer através de revisão bibliográfica, o estado da arte do blister como embalagem farmacêutica à luz de sua fundamentação e os tipos de materiais e cores a ele relacionados. Alguns materiais, como o PVC, possuem baixo custo e boa termoformabilidade, entretanto não correspondem às expectativas quanto se faz necessário uma barreira maior a umidade para fármacos altamente higroscópicos. Nestes casos, é recomendado o uso de materiais com uma função de proteção maior, como os laminados combinados PVC/PVDC, PVC/COC/PVC e Aclar®. Filmes do tipo Alumino/Alumínio oferecem resultados mais satisfatórios quando se faz necessária uma alta proteção contra luz, umidade e oxigênio, porém o alto custo do filmes, equipamento e dificuldade do processo, limitam seu uso à fármacos altamente sensíveis.  A coloração do blister também é uma alternativa muito utilizada para fármacos fotossensíveis, tais como a nifedipina, corticosteróides, antibióticos como a tetraciclina, e algumas preparações contendo vitaminas, podendo oferecer, dependendo da cor escolhida, uma redução de 30 a 40% no grau de fotodegradação. Diante disso, a seleção do blister farmacêutico para qualquer que seja a sensibilidade do fármaco, é fator primordial, para que a embalagem cumpra sua função precípua que é de proteger o medicamento permitindo que este chegue de forma íntegra ao consumidor.


Palavras-chave


Estabilidade de Medicamentos. Embalagem de Medicamentos. Permeabilidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/acd.v17i3.48422