AVALIAÇÃO RETROSPECTIVA DA DETECÇÃO DE MICRORGANISMOS EM COMPONENTES SANGUÍNEOS: DADOS DE VIGILÂNCIA OPERACIONAL DE UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA EM HEMOTERAPIA
Resumo
Parte da segurança e do uso racional de hemocomponentes reside na segurança biológica, que exige que o componente transfundido seja estéril. Caso contrário, o receptor pode apresentar uma reação transfusional que pode variar de controlável a fatal. A sepse é uma consequência potencial e, embora existam protocolos de controle de qualidade para prevenir tais eventos, a subnotificação é comum devido a vários fatores, como a diversidade de possíveis reações sépticas transfusionais, condições do paciente, presença de contaminantes ou uso prévio de antibióticos. Este estudo teve como objetivo identificar casos de contaminação microbiológica e apoiar melhorias no controle de qualidade microbiológico, ao mesmo tempo em que incentiva novas pesquisas para minimizar os riscos relacionados à transfusão. Os dados foram coletados ao longo de um período de 10 anos (2010-2020) para demonstrar o índice de positividade e a prevalência de microrganismos, e para determinar o perfil de amostras positivas no hemocentro Hemepar. A partir dos dados, foram analisados frascos que testaram positivo no sistema BacT/Alert 3D para a presença de microrganismos. O perfil microbiológico das amostras de reações transfusionais, sejam de bolsas de sangue e/ou de pacientes, bem como das amostras de controle de qualidade, foi avaliado. Conclusão: A detecção de uma ampla diversidade de microrganismos, incluindo espécies raras ou pouco documentadas, reforça a importância do monitoramento microbiológico sistemático e contínuo em serviços de transfusão. Da mesma forma, este estudo demonstrou a importância da realização de levantamentos contínuos e regulares dos possíveis microrganismos identificados nos bancos de sangue.
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