RISCO CLIMÁTICO E VULNERABILIDADE SOCIOESPACIAL: O EXEMPLO DOS EVENTOS EXTREMOS RELACIONADOS AO CALOR E AO FRIO (CLIMATE RISK AND SOCIOSPATIAL VULNERABILITY: EXAMPLE OF EVENTS RELATED TO EXTREME HEAT AND COLD)

Renata Dias Silveira

Resumo


RESUMO: Independente do grau de interferência do homem na intensificação dos eventos de ordem natural, é preciso que se atente para a crescente vulnerabilidade da sociedade atual aos eventos extremos. Valores extremos de temperatura, tais como ondas de calor e de frio e de precipitação, no sentido do excesso ou da escassez repercutem significativamente na saúde e no bem-estar da população e na organização socioeconômica, podendo ocasionar prejuízos e até mesmo catástrofes. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o conforto térmico da população, embora esteja fortemente associado às condições socioeconômicas, é afetado por temperaturas altas no verão e baixas no inverno, além das mudanças bruscas de temperatura, comuns nessa latitude. No entanto em situações de anomalias na circulação atmosférica é que se percebe a maior repercussão das condições meteorológicas nas atividades econômicas, na saúde e no dia-a-dia da população. No estudo dos eventos climáticos extremos relacionados ao calor e ao frio no Rio Grande do Sul (1992-2009) destacam-se como principais resultados: identificação dos episódios de “eventos extremos”, “supereventos”, “eventos alerta” e “dias alerta” relacionados ao frio e ao calor. Algumas semelhanças foram encontradas entre as localidades analisadas, no entanto os fatores climáticos, não influenciaram a ponto de definir um padrão na distribuição mensal, sazonal e anual dos eventos extremos. Quanto à repercussão desses eventos destacaram-se o prejuízo às atividades primárias, associadas aos episódios de calor e o agravo a enfermidades, associados aos episódios de frio. Foram identificados os fatores socioespaciais, importantes na definição da vulnerabilidade. De acordo com a especificidade de cada região do Estado, esses fatores são combinados de forma diversa, o que faz com que as repercussões dos eventos climáticos extremos seja também diferenciada

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/abclima.v19i0.48872