A emergência de uma disciplina: o caso da filosofia pré-socrática

André Laks

Resumo


Fala-se com frequência em “escolas pré-socráticas” sem se interrogar
sobre as implicações de uma tal expressão. A ideia de que os primeiros
filósofos gregos estavam organizados em escolas foi objeto, em 1887,
de um argumento desenvolvido por H. Diels, o fundador dos estudos
pré-socráticos modernos. O presente artigo parte deste argumento para
demonstrar que os pressupostos nele presentes refletem em parte aqueles
da instituição acadêmica moderna, mas em parte também aqueles da
historiografia aristotélica. Ao mesmo tempo, procura-se mostrar que
a abordagem desescolarizada, mas também desaristotelizada, dos
primórdios da filosofia grega, a qual foi largamente desenvolvida por
trabalhos de inspiração antropológica e pragmática e que é também
praticada com frequência por historiadores da filosofia antiga, não basta
para dar conta dos processos intelectuais que supõem a emergência
de uma disciplina como a filosofia grega, cuja novidade pode ser
considerada como um caso particularmente interessante, ou mesmo
paradigmático, de inovação disciplinar.

Palavras-chave


pré-socráticos; história da filosofia; escola filosófica

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/his.v0i53.24115

Licença Creative Commons Os textos da revista estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional
 
História: Questões & Debates. ISSN: 0100-6932 e e-ISSN: 2447-8261.
Uma publicação da Associação Paranaense de História (APAH) e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná (PPGHIS-UFPR)

Universidade Federal do Paraná
Rua General Carneiro, 460, 6º andar
Curitiba – Paraná – Brasil - CEP: 80060-150