Y a‐t‐il une théorie de la matière dans l’Essai sur les données immédiates de la conscience de Bergson?

Arnaud François

Resumo


A interpretação nitidamente dualista do Ensaio sobre os dados imediatos da consciência de Bergson pode contribuir para leituras que encontram nessa obra a identi cação entre espaço e matéria, retomando aparentemente o dualismo cartesiano fundado na de nição da matéria como extensão. Defendemos aqui que Bergson recusa tal identificação como tese assumida, e a toma como problema, mesmo no interior do Ensaio. Em especial, analisaremos três pontos que sustentam nossa posição: em primeiro lugar, a demonstração de que a impenetrabilidade da matéria é antes uma concepção de nosso espírito (e assim uma propriedade lógica), e não um caráter real; em segundo lugar, a explicitação da diferença entre“espaço concebido”e“extensão percebida”realizada pelo lósofo no segundo capítulo do livro. Finalmente, como terceiro ponto essencial, a análise da noção de causa do ponto de vista da duração vem mostrar como o problema da relação entre espaço e matéria é recolocado por Bergson, e consiste no principal legado para sua segunda obra, Matéria e Memória: trata-se de abandonar a identi cação em nome de uma nova concepção da matéria, tomada como uma existência intermediária entre nossa duração e o espaço. 


Palavras-chave


dualismo; matéria; espaço; duração; causalidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dp.v14i2.54606