As leituras alemãs da filosofia bergsoniana: transcendentalismo e Lebensphilosophie

Bruno Batista Rates

Resumo


Não são raros os estudos que evidenciam um suposto anti-germanismo por parte de Bergson, seja pela sua recusa explícita ao kantismo, seja pela sua suspeita em relação à ideia de sistema, ou mesmo por sua predileção declarada ao empirismo. No entanto, a relação de Bergson com a filosofia alemã está longe de oferecer um quadro interpretativo inequívoco. Mais especificamente, perceberemos que o autor de Matéria e memória estava bem informado sobre as correntes filosóficas alemãs de seu tempo. Mas não só. De acordo com uma pouco debatida literatura dedicada ao tema, se fizermos o caminho inverso, não será difícil notar o caráter mútuo desta relação e concluir que houve uma recepção alemã da filosofia bergsoniana. Tendo em vista tais problemas, tentaremos oferecer um quadro geral da relação entre Bergson e as três correntes filosóficas alemãs da virada do século XIX que constituíram o terreno privilegiado desta troca: Lebensphilosophie, Fenomenologia e neokantismo.

 


Palavras-chave


Bergson; Vida; Alemanha; Lebensphilosophie; Fenomenologia; Neokantismo

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dp.v14i2.51649