ANÁLISE ISOTÓPICA DO CARBONO E LEGALIDADE DE POLPAS, SUCOS TROPICAIS E NÉCTARES COMERCIAIS DE GOIABA

ANDRESSA MILENE PARENTE NOGUEIRA, RICARDO FIGUEIRA, CARLOS DUCATTI, WALDEMAR GASTONI VENTURINI FILHO

Abstract


O objetivo deste trabalho foi quantificar o carbono do ciclo fotossintético C3 em polpas, sucos tropicais e néctares de goiaba comerciais por meio da técnica dos isótopos estáveis do carbono para identificar as bebidas em desacordo com a legislação brasileira. As análises isotópicas foram realizadas nos seguintes materiais: açúcares de cana, aditivos, bebidas fabricadas em laboratório e bebidas comerciais. Após o preparo, as amostras foram acondicionadas em cápsulas de estanho e inseridas no analisador elementar (EA 1108 - CHN - Fisons Elemental Analyzer) para determinar o enriquecimento isotópico relativo no Espectrômetro de Massa de Razões Isotópicas (IRMS) (Delta S Finnigan Mat). Para estimar o erro do método isotópico foram produzidos em laboratório sucos tropicais adoçados e néctares de acordo com os respectivos Padrões de Identidade e Qualidade (PIQ) e também bebidas adulteradas com quantidade de polpa abaixo do estabelecido pela legislação brasileira. Nessas bebidas, foi calculada a porcentagem teórica e determinada no IRMS a porcentagem prática de fonte C3. A diferença entre essas quantificações representou o erro do método. Para determinar a legalidade das bebidas comerciais foi calculado o Limite de Legalidade (LL) tendo como referência o PIQ de cada bebida. O LL forneceu a concentração mínima de fonte C3 que uma bebida deve apresentar para ser considerada legal, perante a legislação brasileira. Dezoito marcas de bebidas não alcoólicas de goiaba foram analisadas. Quatro marcas foram classificadas como adulteradas. A técnica que utiliza os isótopos estáveis do carbono para verificar adulterações em bebidas permitiu identificar com segurança os produtos fraudados. O limite de legalidade foi uma importante inovação metodológica que possibilitou identificar as bebidas adulteradas

Keywords


Psidium guajava, bebida, isótopo, adulteração, carbono-13, IRMS



DOI: http://dx.doi.org/10.5380/cep.v35i1*.55941